O modernismo é um conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que permearam as artes e o design da primeira metade do século XX.
O movimento moderno baseou-se na ideia de que as formas"tradicionais", das artes plásticas,. literatura, design, organização social e da vida quotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que se fazia fundamental deixá-las de lado e criar no lugar uma nova cultura.
A palavra moderno também é utilizada em contraponto ao que é ultrapassado. Neste sentido, ela é sinonimo de contemporâneo, embora, do ponto de vista histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante diversos.
Bauhaus, foi uma escola de design , artes plásticas e arquitectura de vanguarda que funcionou entre 1919 e 1933 na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes escola de design do mundo.
A escola foi fundada por Walter Gropius em 25 de Abril de 1919, a partir da reunião da Escola do Grão- Duque para Artes Plásticas. A intenção primária era fazer da Bauhaus uma escola combinada de arquitectura, artesanato e uma academia de artes, e isso acabou sendo base de muitos conflitos internos e externos que passaram ali. A maior parte dos trabalhos feitos pelos alunos nas aulas-oficina foi vendida durante a Segunda Guerra Mundial.
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| Imagem 21: O Modernismo |
17. DESIGN E COMUNICAÇÃO - NOVO CENÁRIO URBANO SÉCULO XIX E XX.
Design e Comunicação o novo cenário urbano do século XIX E XX.
Design é qualquer processo técnico e criativo relacionado á configuração, concepção, elaboração e especificação de um artefacto. Também se designa por design uma prática e ideologia de design que têm suas origens no século XIX. Alem de ser o estilo característico de design da primeira metade do século XX.
Comunicação:
Comunicação é uma forma de conhecimento académico que estuda os processos de comunicação humana. Entre as sub-disciplinas da comunicação, incluem-se a teoria da informação, comunicação inter-pessoal, marketing, publicidade, relações publicas entre outras... Também se percebe a comunicação como o intercâmbio de informação entre sujeitos ou objectos. Deste ponto de vista, a comunicação inclui temas técnicos(por exemplo, a telecomunicação), biológicos(por exemplo, fisiologia, função e evolução) e sociais(jornalismo, relações pública, publicidade, audiovisual e meios de comunicação de massas).
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| Imagem 21: O Design e Comunicação |
16. A INDUSTRIALIZAÇÃO E ORGANIZAÇÃO INDUSTRIAL DO SÉCULO XVIII E XIX, O MOVIMENTO DAS ARTS AND CRAFTS.
Arts and Crafts é um movimento estético e social inglês, da segunda metade do século XIX, que defende o artesanato criativo como alternativa á mecanização e á produção em massa . Reunindo teóricos e artistas, o movimento busca revalorizar o trabalho manual e recupera a dimensão estética dos objectos produzidos industrialmente para uso quotidiano. A expressão "artes e ofícios" - incorporado em inglês ao vocabulário critico - deriva da Sociedade para Exposições de Artes e Ofícios, fundada em 1888. As ideias do critico de arte John Ruskin e do medieva lista Augustus W. Northmore Pugin são fundamentais para a consolidação da base teórica do movimento. Na vasta produção escrita de Ruskin, observa-se uma tentativa de combinar esteticismo e reforma social, relacionando arte á vida diária do povo.
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| Imagem 19: Artes e |
Ofícios
15.O CINEMA EXPRESSIONISTA ALEMÃO.
O expressionismo alemão foi um estilo cinematográfico cujo clímax se deu na década de 1920, que caracterizou-se pela distorção de cenários e personagens, através da maquilhagem, dos recursos de fotografia e de outros mecanismos, com o objectivo de expressar a maneira como os realizadores viam o mundo.
O expressionismo alemão que se estendeu por quase todas as artes como o cinema, a pintura, caracteriza-se pela distorção da imagem, do retorno ao gótico e a oposição a uma sociedade imersa no desolador cenário do racionalismo moderno pregador do trabalho mecânico. As vibrantes e alucinogénas pinturas expressam um desligamento com o real, a prioridade do "eu" e sua visão pessoal do mundo.
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| Imagem 18: O expressionismo Alemão |
14. O CINEMA AMERICANO E AS NOVAS NARRATIVAS(GRIFFITH E PORTER).
David Llewelyn Wark Griffith, geralmente conhecido por D.W.Griffith era um director de cinema estadunienses. É mais conhecido pelo seu controverso filme O Nascimento de uma Nação. Antes de chegar ao cinema, trabalhou como jornalista e balconista em lojas e livrarias.
Griffith iniciou-se no cinema em 1908 com os chamados curtas-metragens, que duravam entre 15 a 18 minutos. Tendo realizado cerca de 450 filmes entre 1908 e 1913. É o primeiro a utilizar dramaticamente oclose, a montagem paralela, o suspense e os movimentos de câmara. O cinema Americano e as novas narrativas.
Edwin Stanton Porter foi um cineasta norte-americano. Fundindo o estilo documentalista dos Irmãos Lumiére e as fantasias teatrais de Méliès, Edwin Porter desenvolve,em 1902, os princípios da narrativa e da montagem com o filme"A vida do Bombeiro Americano" e consolidados um ano mais tarde com "O Grande Roubo do Comboio" um filme de 8 minutos, com mudanças como a montagem de planos realizados em diferentes momentos e lugares para compor uma narrativa. Foi um primeiro grande clássico do cinema americano que inaugura o género wester e marca o inicio da Industria Cinematográfica.
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| Imagem 17: Griffith |
13. PATHÉ E GAUMONT, A INDUSTRIA CINEMATOGRÁFICA.
Pathé:
Pathé e os seus quatro irmãos em 1986 juntaram poupanças para criar uma empresa de vendas de equipamentos fonográficos.
Dos 4 irmãos os que mais se ouve falar é de Charles e Emile Pathé, que irão promover o que se tornaria a maior empresa de fonografia e cinema no mundo.
O principal arquitecto de sucesso da industria cinematográfica é Charles Pathé, que ajudou a abrir uma loja de gramofones em 1894, e posteriormente estabeleceu uma fabrica fonográficos em Chatou nos subúrbios ocidentais de Paris. Começou seu sucesso industrial onde ele observa as oportunidades apresentadas pelos novos entretenimentos e especialmente pela industria nascente de cinema. Tendo tomado a decisão de expandir o seu negocio na fabricação de equipamentos para cinema, Charles Pathé comenda o rápido crescimento de sua empresa, assim recebe a contribuição decisiva de um investidor, Grivolas, que encaminhará um capital de um milhão de francos, o que permitirá a alargamento da empresa.
Gaumont:
Falando de aparelho fotográfico, a empresa começou a produzir curtas-metragens em 1897 para promover sua marca de câmara-projector. A empresa fabricou seu próprio equipamento de filmes produzidos em massa em 1907, quando Louis Feuillade tornou-se director artístico da Gaumont. Quando a 1º Guerra Mundial surgiu, ele foi substituído por Léonce Perret que continuou sua carreira nos Estados Unidos, alguns anos depois. A sede da empresa está em Neuily-sur-Seine.
Gaumont abriu escritórios estrangeiros e adquiriu cadeias de cinemas Gaumont British, que mais tarde nomeadamente produziu vários filmes de Hitchcock como "Os 39 degraus"(1935) e a "Dama Oculta"(1938). Junto com o seu concorrente gigante Pathé Frères, Gaumont dominou a industria do cinema na Europa até a eclosão da Primeira Guerra Mundial em 1914. Gaumont tombem construiu o Lime Grove Studios.
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| Imagem 16: O cinema de Gaumont e |
Pathé
12. EDISON E O PRINCIPIO DO CINEMA SONORO
Thomas Alva Edison foi um inventor e empresário dos Estados Unidos que expandiu muitos dispositivos importantes de grande interesse industrial. O feiticeiro de Melo Park, como era conhecido, foi um dos primeiros inventores a aplicar os princípios da produção maciça ao processo de invenção. O fonógrafo foi uma das suas invenções, outra foi a primeira câmara cinematográfica bem.sucedida, com o equipamento para mostrar os filmes que fazia. Edison também transformou o antigo telefone, inventado por Alexandre Graham Bell em um aparelho que funcionava muito melhor. Fez mesmo com a máquina de escrever. Trabalhou em projectos variados, como alimentos empacotados a vácuo, um aparelho de raio X e um sistema de construções mais baratas feitas de concreto. Acima de tudo, foi ele quem ajudou a trazer a civilização da Era do Vapor para a Era da Electricidade. Entre as suas contribuições mais universais para o desenvolvimento tecnológico e cientifico encontra-se a lâmpada eléctrica incandescente, o gramofone, o cinescópio, o ditafone e o microfone de grânulos de carvão para o telefone. Edison é um dos percursos da revolução tecnológica do século XX. Teve papeis determinantes na industria do cinema. Muitos consideram o maior inventor de todos os tempos. O seu QI seria estimado em cerca de 240. A ele são atribuídas mais de 1300 patentes, ainda que nem todas sejam de invenções de sua própria autoria.
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| Imagem 15: Thomas Edison |
George Mèlies foi um ilusionista francês de sucesso e um dos precursores do cinema, que usava imaginativos efeitos fotográficos para criar mundos fantásticos. Mèlies, alem de ser considerado o"o pai dos efeitos especiais", fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa. Também foi o primeiro cineasta a usar desenhos de produção e storyboards para projectar suas cenas . Era proprietário do théatre Robert- Houndin em Paris, que havia pertencido ao famoso ilusionista francês Jean- Eugène Robert-Houndin.
Tudo começou quando o cineasta ganhou um protótipo criado pelo cinematógrafo inglês Robert William Paul e ficou tão entusiasmado com o mesmo, que saía filmando cenas do dia-a-dia em Paris. Um dia a própria câmara parou de repente, mas as pessoas não paravam de se mexer e quando voltou a filmar, a acção feita ma filmagem era diferente da acção que ele estava filmando. A esta trucagem ele deu o nome de stop-action; criou várias outras como perspectiva forçada, múltiplas exposições ou filmagens em alta e baixa velocidade.
Um dos seus filmes mais conhecidos foi Le Voyage dans la lune(Viagem á lua ) em 1902. onde usou técnicas de dupla exposição do filme para obter efeitos especiais inovadores para a época.
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| Imagem 14: Méliès |
10.CINEMA DOCUMENTAL
Documentário é uma forma cinematográfica que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. Mas dessa afirmação não se deve deduzir que ele represente a realidade "tal como ela é". O documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjectiva da realidade.
O filme documentário foi pela primeira vez regularizado por Dziga Vertov, que desenvolveu o conceito de "cinema-verdade", defendendo a ideia da fiabilidade do olho câmara, a seu ver mais fiel á realidade que o olho humano- ideia ilustrada pelo filme que realizou Cine-Olho em 1924- visto ser uma reprodução mecânica do visível.
O termo documentário é adoptado em 1879 pelo dicionário francês Litrré como adjectivo referente a algo "que tem carácter de documento". Actualmente, há uma série de estudos cujos esforços se dirigem no sentido de mostrar que há uma indefinição de fronteiras entre documentário e cinema de ficção, definindo um género híbrido. Surge no inicio do século o termo docuficção. Aetnoficção é umas das práticas nobres deste género.
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| Imagem 13:Cinema Documental |
9. OS IRMÃOS LUMIÉRE E A PRIMEIRA PROJECÇÃO PÚBLICA.
Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e Jouis Jean Lumière, foram os inventores do cinematógrafo. Sendo frequentemente referidos como os pais do cinema.
Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do industrial Antoine Lumiére, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, proprietário da fabrica Lumiére, instalada na cidade francesa de Lyon. Antoine reformou-se em 1892, deixando a fábrica entregue aos filhos.
O cinematógrafo era uma máquina de filmar e projector de cinema, invento que lhes tem sido atribuído mas que na verdade foi inventado por Léon Bouly, que em 1892 , o perdeu a patente, de novo registada pelos Lumière a 13 de Fevereiro de 1895. São considerados os fundadores da Sétima Arte junto com Georges Mèliès também francês, este ter sido o pai do cinema da ficção. Louis e Auguste ocupava-se da gerência da fábrica, fundada pelo pai. Dedicar-se-iam á actividade cinematográfica produzindo alguns documentários curtos, destinados á promoção do invento, embora acreditassem que o cinematógrafo fosse apenas um instrumento cientifico sem futuro comercial.
Casaram-se com duas irmãs e moravam todos na mesma mansão. A primeira projecção pública da apresentação do invento ocorreu a 28 de Dezembro de 1895 na primeira sala de cinema do mundo, o Eden, que ainda existe situado em La Ciotat, no sudoeste da França.
Contudo, a verdadeira divulgação do cinematógrafo com boa publicidade e entradas vagas, teve lugar em Paris, no Grand Café , situado no Moulevard des Capucines. O programa incluía dez filmes. A sessão foi inaugurada com a projecção de La Sortie de L´usine Lumière á Lyon (A saída da fábrica Lumiére em Lyon). Méliès esteve presente e interessou-se logo pela exploração do aparelho. Os irmãos Lumière fizeram uma digressão com o cinematógrafo, em 1896 visitando Bombain, Londres e Nova Iorque. As imagens em movimento tiveram uma forte influência na cultura popular da época: "Chegada de um comboio á Estação da Ciotat", filmes de actualidade, "O almoço do Bebé" e outros incluindo alguns dos primeiros esboços cómicos como "O Regador Regado".
Os irmãos Lumière desenvolveram também o primeiro processo de fotografia colorida, a placa fotográfica seca, em 1896, a fotografia em relevo, o cinema em relevo, a chamada"Cruz de Malta", um sistema que permite que uma bobine de filmes desfile por intermitência. ![]() |
| Imagem 12:Irmãos Lumière |
8. MUYBRIDGE E O ADVENTO DO INICIO DO CINEMA(CALEIDOSCÓPIO E ZOOTROPO).
Eadweard J. Muybridge foi um fotógrafo inglês, falado por seus experimentos com o uso de múltiplas câmaras para captar o movimento alem de inventor do zoopraxiscopio- dispositivo para projectar os retratos de movimento que seria o precursor da película de celulóide que é usada ainda hoje.
Caleidoscópio: É um aparelho óptico, formado por um pequeno tubo de cartão ou metal, com pequenos fragmentos de vidro colorido que, através do reflexo da luz exterior em pequenos espelhos, inclinados expõem, a cada movimento, combinações variadas e agradáveis de efeito visual.
Zootrope : Também chamado de Zootroscópio, o Zootropo é um dos brinquedos ópticos que nos permite visionar um movimento continuo.
Para se realizar este aparelho, primeiramente, numa tira de papel desenham-se entre cada ranhura, ou com breves espaços entre desenhos, vários motivos como se fez anteriormente com o fenacistopio, mas agora não em circulo mas em tira.
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| Imagem 11:Zootropo |
7. GEORGE EASTMAN E A DEMOCRATIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO DA FOTOGRAFIA COM A KODAK.
George Eastman foi um inovador e empreendedor americano que criou uma empresa multi-nacional que mudou a vida das pessoas e da experiência de seu mundo. Em 1884, Eastman expôs o primeiro filme em forma de rolo para provar viável, ele tinha sido consertado em casa para desenvolvê-lo. Em 1888, ele aperfeiçoou a câmara Kodak, a primeira câmara projectada especificamente para o filme de rolo que ajudou a trazer a fotografia para o mainstream. Em 1892, ele estabeleceu a Eastman Kodak Company. Foi uma das primeiras empresas a produzir em massa equipamento de fotografia padronizado. A empresa a produzir em massa equipamento de fotografia padronizado. A empresa também fabricou o filme flexível transparente, concebido por Eastman em 1889 que se mostrou vital para o posterior desenvolvimento da industria cinematográfica.
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| Imagem 10:Eastman e a maquina |
6. A INVENÇÃO DE MADDOX DA EMULSÃO FOTOSSENSÍVEL GELATINOSA(ROLO).
Nas grandes viagens, os retratistas usavam o colódio húmido(depois colódio seco) até Richard Maddox ter inventado as placas de gelatina secas. Em 1871 o tempo necessário para registar imagens fotográficas foi reduzido com a introdução de placas de brometo de gelatina conserváveis(gelatina seca), pelo médico e microscopista inglês Richard Leach Maddox.
Esta invenção foi de grande importância para a fotografia e foi nos anos seguintes aperfeiçoadas por John Burgess, Richard Kennett e Charles Harpear Bennet que conseguiram fabricar placas secas mais leves e de utilização mais cómoda.Estas começaram a ser fabricadas por diversas firmas na Europa e nos Estados Unidos a partir de 1878. Abria-se assim uma nova época para a fotografia. Na origem o suporte era vidro coberto com uma emulsão de brometo de prata colocada sobre gelatina especialmente preparada. Em 1883 o vidro, frágil e de manejo difícil, foi substituído pelo celulóide (o que se pode considerar como a primeira película) e fabricou-se este material em folhas estandardizadas com uma espessura de cerca de um quarto de milímetro. Assim chegou, a finais do sec.XIX, a fotografia sobre película em rolos de papel, substituível mesmo á luz do dia , fabricada e vendida a partir de 1888 pela Eastman Company de Nova Iorque. | Imagem 9:Maddox |
5. O INSTANTÂNEO FOTOGRÁFICO DE ARCHER
Archer
dedicava-se á gravura e á escultura, onde cedo se desperta o interesse pelo
processo fotográfico do Calótipo. Archer inicia o seu trabalho do processo
fotográfico em 1847 para realizar fotografias dos seus desenhos de gravuras.
Mais tarde Archer dá a conhecer a todos, o seu trabalho que revolucionara o
mundo da fotografia, o Colódion Húmido que era bem mais rápido do que o
Daguerreótipo, e com uma grande vantagem, quanto á exposição, esta era bem mais
curta.
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| Imagem 8:Archer |
4. A EVOLUÇÃO DA TÉCNICA DE REGISTO(DAGUERRE E TALBOT) EM PARALELO AOS FORMATOS DE CÂMARAS E METODOLOGIAS DE LABORATÓRIO.
Daguerre:
Louis Jacques- Mandé Daguerre foi um pintor cenográfico, químico e inventor francês, tendo sido o primeiro a conseguir uma imagem fixa pela acção directa da luz. No prosseguimento dos experimentos fotográficos de Joseph Nicéphore Niépce, a descoberta decisiva coube a Louis Daguerre, que em 1835 apanhou uma placa revestida de prata sensibilizada sequer vestígios de imagens, guardou-as displicentemente em um armário e ao abri-lo no dia seguinte, encontrou uma que a imagem latente tinha sido revelada por acção do mercúrio. Em 1937, ele já havia padronizado o processo que ainda tinha como grandes problemas, longo tempo de exposição, a imagem era invertida e o contraste era baixo. A imagem formada na chapa, depois de revelada, continuava sensível á luz do dia e rapidamente destruída, ele solucionou este problema ao descobrir que, mergulhando as chapas reveladas numa solução aquecida de sal e cozinha, este tinha um poder fixador, obtendo assim uma imagem inalterável. Daguerre tinha problemas financeiros e não conseguiu obter apoio de industrias por querer manter secreta a parte fundamental do seu processo. Em 1839, vendeu a sua invenção, o daguerreótipo, ao governo francês, tendo ficado a receber uma renda vitalícia de 6000 francos anuais e Isidoro Niépce, recebia 4000.
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| Imagem 7:Daguerre |
Talbot: William Henry Fox-Talbot foi um escritor e cientista inglês, pioneiro da fotografia . Usava a câmara escura para desenhos em suas viagens. Talbot era um homem bem mais discretos e recolhidos que Daguerre. Ele vinha pesquisando a fixação da imagem da câmara escura há tempos.
Seus acontecimentos se entendiam na matemática, área em que era especialista, ás línguas orientais passando pela física e pela química. Logo após o governo francês ter anunciado o invento de Daguerre, Talbot reclamou a prioridade de seu invento num uniforme á Royal Society, chamado "Alguns uniformes sobre a arte do Desenho Fotogénico, o processo mediante o qual pode-se conseguir que os objectos naturais reproduziam-se por si só" Ao contrário de Daguerre, a publicação desse informe foi privada e limitadíssima, restringida a aos colegas cientistas da academia. Talbot iniciou suas pesquisas fotográficas, tentando obter cópias por contacto de silhuetas de folhas, plumas, rendas e outros objectos . O papel era mergulhado em nitrato e cloreto de prata e depois de seco, fazia seu contacto com os objectos, obtendo-se uma silhueta escura. Finalmente o papel era afixado sem perfeição com amoníaco ou com uma solução concentrada de sal. Às vezes, também era usado o iodeto de potássio. No ano de 1835, Talbot construiu uma pequena câmara de madeira, com somente 6,30 metros quadrados, que sua esposa chamava de "ratoeira". A câmara foi carregada com papel de cloreto de prata, e de acordo com o objectivo utilizado, era necessário de meia a uma hora de exposição. A imagem era fixada em sal de cozinha e submetida a um contacto com outro papel sensível . Desse modo a cópia apresentava-se positiva se a inversão lateral. A mais conhecida mostra a janela da biblioteca de Abadia de Locock Abbey, considerada a primeira fotografia obtida pelo processo negativo/positivo
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| Imagem 6:Talbot |
3.NIÉPCE E A PRIMEIRA "HELIOGRAFIA" INALTERÁVEL DA HISTORIA
Joseph
Nicéphore Niépce foi um inventor francês responsável por uma das primeiras
fotografias. Em 1973 junto com o seu irmão Claude, Joseph Nicéphore Niépce tenta obter imagens gravadas quimicamente com a câmara
escura, durante uma temporada em Cagliari.
Aos 40 anos,
Niépce retirou-se do exército francês para se dedicar a inventos técnicos,
graças á fortuna que sua família possuía. Nesta época Niépce tentou obter
através da câmara escura uma imagem permanente sobre o material litográfico de
imprensa. Recobriu um papel com cloreto de prata e expôs durante varias horas
na câmara escura, obtendo uma fraca imagem parcialmente fixadas com ácido nítrico.
Como essas imagens eram em negativo e Niépce pelo contrário, queria imagens
positivas que pudessem ser utilizadas como placas de impressão, determinou-se a
realizar novas tentativas. Após alguns anos, Niépce recobriu uma placa branco
de estanho com betume branco da Judeia que tinha propriedades de se endurecer
quando atingido pela luz. Nas partes não afetadas, o betume era retirado com
uma solução de essências de alfazema. Em 1826, expondo uma dessa placas durante
aproximadamente 8 horas na sua câmara escura fabricada pelo óptico parisiense
Chevalier, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa. Apesar desta imagem não
conter meios tons e não servir para a litografia, todas as autoridades na
matéria consideram como “a primeira fotografia permanente do mundo”. Esse
processo foi baptizado por Niépce como heliografia, gravura com a luz solar.
Em 1827,
Niépce foi a Kew perto de Londres onde lá conheceu Francis Bauer, pintor
botânico que de ponto reconheceu a importância do invento. Aconselhado a
informar ao Rei Jorge IV e á Royal Society sobre o trabalho, Niépce, cauteloso,
não descreve o processo completo, levando a Royal Society a não reconhecer o
invento. De volta a França, deixa com Bauer suas heliografias do Cardeal
d’Amboise e da primeira fotografia de 1826.
Em 1829
substitui as placas de metal revestidas de prata por estanho e escurece as
sombras com vapor de iodo. Este processo foi detalhado no contrato de sociedade
com Daguerre, que com estas informações pode descobrir em 1831 a sensibilidade
da prata iodizada á luz.
Câmara Escura:
A câmara escura é um tipo de aparelho
óptico baseado no principio do mesmo nome, o qual esteve na base da invenção da
fotografia no inicio do século XIX. Ela consiste numa caixa com um buraco no
canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície
interna, onde é reproduzida a imagem invertida.
Pode-se fazer uma câmara escura simples a partir de uma caixa onde se perfura um pequeno orifício em uma das paredes. Com uma abertura pequena o suficiente, a luz de apenas uma parte da cena pode acertar qualquer especifica da parede de trás; quanto menor o buraco , mais definida a imagem no lado de trás. Com esse dispositivo simples a imagem fica sempre invertida, embora usando espelhos seja possível projectar uma imagem que não fique ao contrário.
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| Imagem 4:Câmara Escura |
Lanterna Mágica:
A lanterna Mágica é um teatro não verbal conhecido em Praga na Republica Checa, são apresentações artísticas silenciosas o que permite que qualquer pessoa possa compreender as representações. As performances são combinadas por danças, cinema e Teatro de fundo negro.
O espectáculo é apresentado da seguinte maneira: Um palco é ocupado por 1/3 de largura, há uma parede que se estende do chão ao tecto atrás da qual um actor patina veloz mente de um lado para o outro. Quando o actor patina passa por trás da tela, o que é projectado na mesma está em perfeito sincronismo, há uma perfeita continuidade.
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| Imagem 3:Lanterna Mágica |
1.DA ARTE RUPESTRE ÁS SOMBRAS CHINESAS, AS PRIMEIRAS FORMAS AMPLAS DE COMUNICAÇÃO.
Arte Rupestre:
A arte rupestre, pintura ou ainda gravura rupestre são termos usados para as mais antigas representações artísticas conhecidas, no período Paleolítico Superior eram gravadas em abrigos ou cavernas nas suas paredes e tetos rochosos ao ar livre, mas em lugares protegidos. A cor da pintura já era conhecida pelo Homem de Neanderta. As “Vénus Esteatopigicas”, escultura em pedra ou marfim de figuras femininas estilizadas com formas muito acentuadas, são manifestações artísticas das mais primitivas do “Homo Sapiens” e que demonstram sua capacidade de simbolizar. A estas esculturas é atribuído um sentido religioso ou de divindade, o qual convencionou-se denominar de Deusa mãe.
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| Imagem 2:Arte Rupestre |
Sombras Chinesas:
As sombras chinesas são usadas nos Teatros de sombras que é uma arte muita antiga, originária da China, de onde se espalhou para o mundo sendo actualmente praticada regularmente por grupos de mais de 20 países.
As sombras chinesas são usadas nos Teatros de sombras que é uma arte muita antiga, originária da China, de onde se espalhou para o mundo sendo actualmente praticada regularmente por grupos de mais de 20 países.
Existe uma lenda chinesa a respeito da origem do teatro de sombras. No ano 121, o imperador Wu Ti, da dinastia Han, desesperado com a morte de sua bailarina favorita, ordenou ao mago da corte que a trouxesse de volta do "Reino das Sombras ",caso contrário ele seria decapitado.
O mago usou a sua imaginação e, com uma pele de peixe macia e transparente, confeccionou a silhueta de uma bailarina. Depois ordenou que, no jardim do palácio,fosse armada uma cortina branca contra a luz do sol, de modo que deixasse transparecer a luz.
no dia da sua apresentação ao imperador e sua corte, o mago fez surgir, ao som de uma flauta, a sombra de uma bailarina movimentando-se com leveza e graciosidade. Neste momento teria surgido o teatro de sombras.
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| Imagem 1:Sombras Chinesas |



















